Novos turistas de longa duração pedem coworking, Wi-Fi e um bom ambiente

turistas de longa duração pedem coworking

turistas de longa duração pedem coworking

Os nômades digitais representam um novo nicho turístico de longa permanência em destinos de turismo e de negócios, graças a fatores como clima, hospitalidade e serviços. Esse tipo de viajante profissional – que trabalha em várias partes do mundo ao longo do ano.

 

Quem são

Os nômades digitais geralmente são profissionais autônomos e empreendedores especializados em novas tecnologias, design, marketing ou artes, e que podem trabalhar em qualquer lugar onde haja uma conexão de Internet de alta velocidade.

Devido ao seu jeito de ser e estilo de vida, após passarem uma temporada trabalhando em um local, mudam-se para outra parte do planeta em busca de novas experiências ou outras oportunidades de trabalho.

Por outro lado, quando se trata de se locomover pelo mundo e em busca de acomodação, os nômades digitais recorrem tanto ao Airbnb (56%) quanto às OTAs (55%) e reservam seus voos online (85%). Seus locais de trabalho físicos, por outro lado, geralmente são escritórios de coworking

 

Oportunidades

As oportunidades oferecidas pelos nômades digitais foram analisadas durante o IV Congresso Internacional de Turismo de Gran Canaria.

Por exemplo, Ribeirão Preto passou de dois espaços de co-working para um total de 23 centros de trabalho compartilhados em apenas três anos. Basta fazer uma pesquisa simples no Google por: Coworking Ribeirao Preto e notará que a cada dia surgem mais empresas neste segmento.

“Esses novos viajantes pertencem a uma categoria diferente devido à sua capacidade de influenciar e ao seu perfil de gastos, eles criam ecossistemas de trabalho colaborativo ao seu redor, distribuem conhecimento, permanecem em períodos não convencionais de permanência que se estendem por semanas ou meses e conectam profissionais locais às suas redes, mudando positivamente o ambiente de trabalho da ilha”, afirmou o diretor-geral do Conselho de Turismo.

 

Estadia mais longa

Estes “trabalhadores remotos” têm uma permanência média num destino de dois a três meses, contra 9,9 dias de permanência de um turista convencional.

Por isso geram um maior rendimento turístico apenas durante a sua estada, a que se deve somar os laços sociais e culturais que criam no destino, que tornam os seus gastos em diversos setores da economia superiores aos gastos de um turista que fica num hotel para uma estadia curta.

Na mesa de discussão em torno do “Desenvolvimento crescente dos nômades digitais em destinos turísticos”, também contribuíram com suas avaliações alguns especialistas do setor de hospedagem para nômades digitais e comunidades de trabalhadores remotos que vivem atualmente.

Nesse sentido, destacaram o arquipélago das Canárias como um “exemplo de local onde é possível exercer uma atividade profissional sem problemas devido às suas ligações e infraestruturas importantes”.

 

Inovações

Por outro lado, os nômades digitais são o novo unicórnio branco para destinos que desejam estar na vanguarda das últimas inovações turísticas.

Isso se deve à sua capacidade de influenciar outros viajantes na hora de promover o destino e impulsionar as economias locais em um sentido mais amplo.

Ao mesmo tempo, eles são a base de teste para experimentar novos modelos de negócios para acomodação, transporte, aplicativos etc.